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Quanto do VGV Destinar ao Custo da Obra na Incorporação

Quanto do VGV Destinar ao Custo da Obra na Incorporação

O quanto do VGV deve ser destinado ao custo da obra ideal em empreendimentos residenciais gira estritamente entre 40% e 50%, variando conforme o padrão construtivo, a localização e a velocidade de absorção do mercado.

O Coeficiente de Custo Ideal na Incorporação Imobiliária

Para incorporadores e investidores, o sucesso de um projeto residencial não depende apenas do preço de venda, mas da precisão cirúrgica na alocação dos recursos. Destinar uma fatia inadequada do Valor Geral de Vendas (VGV) para a execução pode transformar um empreendimento promissor em um passivo financeiro severo. Historicamente, o teto saudável para o custo direto e indireto da construção civil situa-se na faixa de 45%. Ultrapassar esse patamar sem reajustar a tabela de vendas esmaga a margem de lucro e eleva perigosamente a exposição de caixa da empresa.

Parâmetros de Viabilidade Financeira e a Composição do VGV

A estrutura de custos de uma incorporação vai muito além do canteiro de obras. Para blindar o DRE do empreendimento contra volatilidades inflacionárias, o VGV precisa ser rigorosamente fatiado em componentes estratégicos. Entender esses parâmetros é o que diferencia empresas lucrativas daquelas que operam no limite do risco.

  1. Terreno (Permuta ou Compra): Impacta de 10% a 20% do VGV, sendo a permuta financeira ou física a melhor aliada para preservar o capital de giro inicial.
  2. Custo da Obra: Representa de 40% a 50% do VGV, englobando fundação, estrutura, acabamentos, encargos sociais e insumos.
  3. Impostos e Despesas Comerciais: Consomem de 10% a 15% do VGV, englobando tributos (SCP ou SPE), comissões de corretagem e marketing.
  4. Margem de Lucro e Contingências: O restante (20% a 30%) assegura o retorno sobre o capital investido e absorve eventuais desvios orçamentários previstos na Curva S.

Como Evitar Desvios Orçamentários na Prática

Controlar o orçamento da construção exige o monitoramento constante da Curva S de execução e o cruzamento de dados com o memorial descritivo. Incorporadores experientes sabem que qualquer atraso no cronograma físico-financeiro reverbera diretamente na necessidade de aportes extraordinários, corroendo a TIR (Taxa Interna de Retorno) projetada no estudo de viabilidade. Para simular a exposição máxima de caixa antes de assinar a compra da área, acesse a nossa ferramenta de viabilidade imobiliária e projete os aportes mensais de forma automatizada e segura.

Perguntas Frequentes sobre Custos de Obras e VGV

O que acontece se o custo da obra ultrapassar 55% do VGV?

Margens inferiores a 20% deixam o incorporador altamente vulnerável a oscilações de preços de insumos e atrasos de repasses, podendo gerar prejuízo operacional.

Os custos com projetos e aprovações entram no orçamento da obra?

Não. Custos de licenças, projetos legais e executivos, taxas de cartório e alvarás entram na rubrica de despesas pré-operacionais e indiretas da incorporação.

Como a permuta de terreno afeta o cálculo do VGV?

A permuta reduz a necessidade de caixa inicial para aquisição da área, mas o percentual de unidades dadas ao proprietário deve ser abatido do VGV líquido realizável.

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